Dica do dia: andem com um caderninho e uma caneta na bolsa, no bolso. Celular não serve. Tem que ser papel. Escrevam aqueles pensamentos que passam - como nuvem ou como manada de elefantes - na hora, ali mesmo, no momento em que eles saem da fonte.
Eu sempre quis fazer isso, jamais fiz, lá se foram 33 anos e, com eles, o registro em potencial de tanta coisa que eu gostaria de ter dito. Não pra alguém, mas pra algo aqui fora. Pro meu lado de fora. Tanta mágoa, tanta emoção, tantos insights, tanto amor, tantas perguntas, tanta catarse, tanta viagem, tanto grito, tanta dor.
(Pensando que a maioria, dor. Dor que eu engoli. Dei uma fritada antes, uma boa fritada, e depois engoli. Com farinha.)
(Pensando que eu deixei de fazer isso porque sempre achei que alguém fosse acabar lendo, e eu sentiria vergonha.)
(Pensando que eu sei que tem hora que não é possível parar e escrever, ainda mais quando a vontade acontece bem no meio da estrada, enquanto você dirige, por exemplo - comigo acontece muito -, mas mesmo assim, creio que é uma questão de hábito, deve ir ficando mais fácil quando a gente pega o jeito.)
(Pensando que tem TANTAS outras coisas que eu sempre desejei fazer - e continuo desejando - e não fiz. Pra não fugir do tema "caderninho-lápis-registros", menciono o lance de escrever, assim que você abre os olhos, tudo o que for capaz de lembrar sobre o sonho que acabou de ter. Eu JAMAIS consegui fazer isso e acho algo incrível e que pode ser de grande utilidade na busca de entender um pouco nossos processos internos.)

Nenhum comentário:
Postar um comentário